Foto: Ricardo Bastos/Hoje em Dia
Deputado Durval Ângelo revelou o esquema de corrupção e violência no Vale do Aço
Um esquema de corrupção e pagamento de propinas na Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Ipatinga, no Vale do Aço, que funcionaria há pelo menos cinco anos e teria provocado prejuízos milionários aos cofres públicos, pode estar por trás dos assassinatos do jornalista Rodrigo Neto e do repórter fotográfico Walgney Assis.
O esquema envolveria um ex-delegado geral da Polícia Civil, um
vereador, policiais civis e empresários de Ipatinga, todos indiciados
por corrupção em inquéritos da Corregedoria Geral da Polícia Civil
(CGPC) de Minas Gerais. Nesta quarta-feira (15), o deputado Durval
Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia
Legislativa de Minas Gerais, em entrevista coletiva, divulgou cópias dos
inquéritos policiais.
Delegado geral
Nesses documentos, constam como indiciados o ex-delegado geral da
Polícia Civil, um vereador, dois policiais civis lotados na Ciretran e
três empresários, proprietários de fábricas de placas para veículos. De
acordo com o deputado, as investigações da CGPC descobriram na Ciretran
de Ipatinga “graves situações de corrupção, que auferiam vantagens
financeiras por meio de benesses e facilidades oferecidas pelo órgão no
Vale do Aço”.
Execução
Segundo Durval Ângelo, o jornalista Rodrigo Neto, que atuava numa
emissora de rádio, preparava sua volta à imprensa escrita. Em um
reportagem especial, ele denunciaria o esquema, mas acabou executado
antes. O fotógrafo Walgney Assis chegou a falar para sua mulher – que é
policial militar – e para policiais civis da CGPC que ele sabia quem
teria assassinado Rodrigo. Dias depois, também foi executado a tiros. “A
morte dos dois não foi em vão, pois acabou atraindo mais atenção e
expondo o esquema criminoso”, resumiu o deputado Durval Ângelo, que
também pretende requerer a prisão preventiva dos indiciados.
Quadrilha
Ainda segundo o deputado, eles são apenas “a ponta do iceberg”, pois o
esquema criminoso tem mais integrantes. Durval Ângelo também divulgou
cópias de ofícios encaminhados ao governador Antonio Anastasia e ao
chefe da Polícia Civil, delegado-geral Cylton Brandão da Mata,
solicitando o afastamento dos policiais civis indiciados pela CGCP.
O deputado requereu, ainda, à Câmara de Ipatinga, o afastamento do vereador investigado.
Fonte: HOJE EM DIA

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