Ele não quer ser babá da população, mas na campanha disseram que tinham investido mais de um bilhão e que era o maior programa contra as enchentes da história, ou seja, estelionato eleitoral!
Confira também o vídeo do YouTube:
Acompanhe matéria do Hoje em Dia:
Especialistas apontam inércia da PBH em obras contra enchente
Danilo Emerich - Do Hoje em Dia
Assim como não consegue ser “babá” dos belo-horizontinos
vítimas dos danos causados pela chuva, como insinuou o prefeito Marcio Lacerda,
na sexta-feira (16), ao responsabilizar a população por parte do problema, o
poder público municipal não cumpre também seu papel de executar as obras de
prevenção.
Especialistas lembram que enchentes ocorrem, há anos, sempre
nos mesmos locais da capital e que o problema maior é a falta de planejamento.
Desde 2009, 82 pontos estão sinalizados com placas de alerta sobre áreas
propensas a enchentes.
Há dois meses, R$ 807 milhões foram autorizados pelo governo
federal para obras de ampliação de galerias pluviais. Porém, a falta de
projetos impede a União de liberar o dinheiro.
Foto: Luiz Costa / 15/11/2012
Finalidade
Os recursos são destinados a construção de novas galerias ou
a ampliação das existentes em avenidas como Bernardo Vasconcelos, Cristiano
Machado, Tereza Cristina e Francisco Sá.
Todas se transformaram em verdadeiros rios no temporal de
quinta-feira (15). Carros foram arrastados. Uma pessoa morreu. “Sabemos quais
são os problemas há muitos anos, mas esses pontos não têm obras. É dever do
prefeito pleitear recursos usando o plano municipal de redução de risco”, diz a
ex-presidente e consultora do Instituto de Arquitetos do Brasil, Cláudia Pires.
A prefeitura afirma que vai se concentrar, em 2013, na elaboração dos projetos
necessários à liberação dos R$ 807 milhões. Mas Lacerda avisou: as obras
levarão entre cinco e dez anos para ficar prontas.
Contestação
Especialista em hidrologia urbana, o engenheiro Nilo de
Oliveira afirma ser possível resolver a questão antes. “Basta existir um
diagnóstico da situação, o que já temos, projetos e recursos”.
“Atribuir a culpa pelas enchentes à população simplifica a
questão”, diz o demógrafo e planejador urbano Alisson Barbieri. Se pontos de
inundação surgiram em áreas historicamente seguras, afirma ele, foi porque o
poder público falhou em suas políticas de ocupação da cidade e não fez
investimentos correspondentes ao adensamento. A assessoria de imprensa da
prefeitura informou no último sábado (17) que ninguém do Programa de
Recuperação Ambiental de Belo Horizonte (Drenurbs) ou da Superintendência de
Desenvolvimento da Capital (Sudecap) estava disponível para falar sobre o
assunto.
Fonte: HOJE EM DIA

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