Pura desculpa esfarrapada. Nos últimos anos as chuvas vem com grande intensidade, o ano passado foi a mesma coisa. Acontece que a administração da famigerada Aliança que governa a capital por seu titular ser mais inclinado ao modo tucano de governar, voltado para a engenharia neoliberal em privilegiar grandes obras viárias, impermeabilizando cada vez mais o solo, sem planejamento no quesito meio ambiente leva a este quadro que estamos vivendo em BH.
O governo estadual tucano, através do ex-governador Aécio e do seu então secretário Anastasia, também têm responsabilidade no processo, quando resolveram tocar a tal da "Linha Verde", que de verde não tem nada, fazendo da Avenida Cristiano Machado este modelo de desperdício do dinheiro público. Passarelas são montadas e depois desmontadas, asfalto feito, depois desfeito, tudo sem planejamento. E tudo isso em conluio com o prefeito Lacerda. A água que inundou a Cristiano Machado, vem do córrego do Onça, que vem da Pampulha. Pampulha está assoreada, permeabilizada cada vez mais pela especulação imobiliária que invade aquela região, com a verticalização correndo solta e que o prefeito Lacerda recentemente declarou que não sabia da liberação da construção de um Hotel por lá.
Se a Pampulha não estivesse assoreada, teria mais capacidade para reter a água e o córrego do Onça não reberia tanto o seu afluxo.
Este é o resultado da irresponsabilidade dos nossos governantes, do governo do Estado, da Prefeitura de Belo Horizonte, da Copasa, de Aécio, Anastasia e Lacerda.
Por Marco Aurélio
confira abaixo reportagem do jornal O Tempo
Chuva recorde põe capital em estado de emergência
Previsão é que, pelo menos até domingo, cidade tenha mais pancadas fortes
FOTO: ALEX DE JESUS
Lagoa. Transbordamento do córrego do Onça inundou a avenida Cristiano Machado, que precisou ser interditada; água chegou a quase 2 m de altura no bairro 1º de Maio e as pessoas ficaram ilhadas
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O temporal que atingiu Belo Horizonte entre as 21h de quarta-feira e o início da tarde de ontem levou a prefeitura da capital a decidir por decretar situação de emergência. Assim que for oficializada, a decisão será publicada no Diário Oficial do Município (DOM). O estado na cidade é de alerta geral diante da previsão de mais chuva forte até domingo. A orientação da Defesa Civil Municipal é para que as empresas liberem seus funcionários fora dos horários de pico. O mesmo foi definido em relação aos órgãos públicos municipais.
Em regiões com registro de ocorrências de alagamentos nos últimos dias, como trechos do bairro Prado e na avenida Silva Lobo, na região Oeste, a orientação expressa é para que os moradores evitem ficar em casa e procurem abrigo com parentes em locais mais seguros. O mesmo vale para trechos da avenida Cristiano Machado, que foi alagada ontem entre o bairro Primeiro de Maio, Vila Suzana e Dona Clara.
Em apenas 24 horas, choveu em Belo Horizonte 153 mm, quase metade do previsto para todo mês de dezembro (319 mm). A região da Pampulha, onde fica o bairro Suzana, um dos mais afetados, registrou o maior volume de chuva: 146 mm. Na região Noroeste, que engloba os bairros Dona Clara, São Salvador, Alto dos Pinheiros e Carlos Prates, o pico de chuva chegou a 141 mm.
Há dois anos, não chovia tanto na capital. Em 31 de dezembro de 2008, quando o ribeirão Arrudas transbordou e três pessoas morreram, foram 109 mm de água. Em janeiro de 2010, a capital teve 89 mm.
O cenário ontem dava a impressão de que a cidade foi invadida pela água. Com o transbordamento do córrego do Onça, que margeia a avenida Cristiano Machado, casas e lojas ficaram inundadas em vários pontos. Pessoas ficaram ilhadas em estações do metrô e lojas, e muitas não puderam, sequer sair de casa. As avenidas Vilarinho, Sebastião de Brito e Bernardo Vasconcelos foram tomadas pela água.
Os alagamentos se espalharam por outras regiões da cidade, como a Oeste, onde um edifício de seis andares no bairro Gutierrez foi invadido pela lama. No Anel Rodoviário, na altura da avenida Amazonas, os motoristas enfrentaram a água, que tomou conta da rodovia.
A avenida Cristiano Machado, por onde passam 80 mil veículos por dia, desapareceu debaixo da água num trecho de 1 km. Foram quase 2 m de água. O trânsito foi interditado. Ontem à noite, a pista exclusiva para ônibus continuava fechada. "Só vamos liberar as vias quando a água baixar. Se o volume de chuva for muito alto, as ruas continuarão fechadas", disse o coronel Alexandre Lucas Alves, coordenador da Defesa Civil.
Carro ilhado
Risco. Um carro que tentou passar pela correnteza na avenida Cristiano Machado ficou ilhado. Segundo os bombeiros, o motorista não se feriu e deixou o local após ser socorrido.
Em regiões com registro de ocorrências de alagamentos nos últimos dias, como trechos do bairro Prado e na avenida Silva Lobo, na região Oeste, a orientação expressa é para que os moradores evitem ficar em casa e procurem abrigo com parentes em locais mais seguros. O mesmo vale para trechos da avenida Cristiano Machado, que foi alagada ontem entre o bairro Primeiro de Maio, Vila Suzana e Dona Clara.
Em apenas 24 horas, choveu em Belo Horizonte 153 mm, quase metade do previsto para todo mês de dezembro (319 mm). A região da Pampulha, onde fica o bairro Suzana, um dos mais afetados, registrou o maior volume de chuva: 146 mm. Na região Noroeste, que engloba os bairros Dona Clara, São Salvador, Alto dos Pinheiros e Carlos Prates, o pico de chuva chegou a 141 mm.
Há dois anos, não chovia tanto na capital. Em 31 de dezembro de 2008, quando o ribeirão Arrudas transbordou e três pessoas morreram, foram 109 mm de água. Em janeiro de 2010, a capital teve 89 mm.
O cenário ontem dava a impressão de que a cidade foi invadida pela água. Com o transbordamento do córrego do Onça, que margeia a avenida Cristiano Machado, casas e lojas ficaram inundadas em vários pontos. Pessoas ficaram ilhadas em estações do metrô e lojas, e muitas não puderam, sequer sair de casa. As avenidas Vilarinho, Sebastião de Brito e Bernardo Vasconcelos foram tomadas pela água.
Os alagamentos se espalharam por outras regiões da cidade, como a Oeste, onde um edifício de seis andares no bairro Gutierrez foi invadido pela lama. No Anel Rodoviário, na altura da avenida Amazonas, os motoristas enfrentaram a água, que tomou conta da rodovia.
A avenida Cristiano Machado, por onde passam 80 mil veículos por dia, desapareceu debaixo da água num trecho de 1 km. Foram quase 2 m de água. O trânsito foi interditado. Ontem à noite, a pista exclusiva para ônibus continuava fechada. "Só vamos liberar as vias quando a água baixar. Se o volume de chuva for muito alto, as ruas continuarão fechadas", disse o coronel Alexandre Lucas Alves, coordenador da Defesa Civil.
Carro ilhado
Risco. Um carro que tentou passar pela correnteza na avenida Cristiano Machado ficou ilhado. Segundo os bombeiros, o motorista não se feriu e deixou o local após ser socorrido.
FOTO: Samuel Aguiar
Interditado. Túnel serve como acesso de pedestres e motoristas ao shopping Ponteio e é usado como retorno na BR356; segundo a Copasa, ainda não há previsão de liberação
Barranco na curva do Ponteio desmorona sob força da água
Esteticista passava pelo túnel e quase foi soterrada; local ainda está fechado
RAFAEL ROCHA
A força da água da chuva foi tão grande que provocou o desmoronamento de um barranco no trecho da BR356 conhecido como curva do Ponteio, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Com o deslizamento da terra, a tubulação se rompeu. A escada que dá acesso ao túnel que passa sob a rodovia ficou totalmente destruída. A passagem de carros também foi interditada.
A esteticista Marina Antônia, 51, passava pelo local e quase foi soterrada. "Foi um sufoco. Iria descer a escada quando começou a cair tudo. Por segundos, não fui soterrada".
A rede é de responsabilidade da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A empresa informou ontem que ainda não há previsão para concluir os reparos que irão permitir a liberação do túnel. Ninguém ficou ferido.
Silva Lobo. Na avenida Silva Lobo, na região Oeste, o buraco de 8 m de profundidade aberto anteontem com o rompimento de uma parede da galeria que passa por baixo da avenida continuou atrapalhando o trânsito ontem. O trânsito ficou caótico.



A esteticista Marina Antônia, 51, passava pelo local e quase foi soterrada. "Foi um sufoco. Iria descer a escada quando começou a cair tudo. Por segundos, não fui soterrada".
A rede é de responsabilidade da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). A empresa informou ontem que ainda não há previsão para concluir os reparos que irão permitir a liberação do túnel. Ninguém ficou ferido.
Silva Lobo. Na avenida Silva Lobo, na região Oeste, o buraco de 8 m de profundidade aberto anteontem com o rompimento de uma parede da galeria que passa por baixo da avenida continuou atrapalhando o trânsito ontem. O trânsito ficou caótico.
Alagamentos
A região Oeste, bastante castigada pela chuva da última segunda-feira, mais uma vez foi afetada pelo temporal. Ontem, lojas da rua Platina foram inundadas na altura da rua Topázio, no Prado. Perto dali, um Ford Ka que passava pelo cruzamento da avenida Silva Lobo com a rua Desembargador Barcelos ficou preso num bueiro. Policiais e agentes da BHTrans retiraram o veículo.
Protesto
Depois que a água abaixou na avenida Cristiano Machado, moradores da região colocaram fogo em pneus nos dois sentidos da pista para protestarem contra os alagamentos. O Corpo de Bombeiros foi chamado, mas os manifestantes não permitiram que as chamas fossem apagadas. A Polícia Militar foi acionada e, após muita negociação, os manifestantes se dispersaram.
FOTO: Samuel Aguiar
Cratera. Erosão de 30 m se abriu na rua; Defesa Civil irá elaborar laudo que apontará esponsável
Prédio é invadido por lama no Gutierrez
Defesa Civil garante que estrutura não foi afetada, mas moradores têm medo
RAFAEL ROCHA
Muita lama invadiu ontem sete apartamentos de um prédio no bairro Gutierrez, na região Oeste da capital, após uma fenda de 30 m de comprimento se abrir na rua Américo Macedo. O buraco foi causado pelo rompimento da rede de abastecimento de água. Um muro de arrimo do imóvel não suportou e foi abalado. A rua está interditada, mas o prédio não corre risco de desabamento, segundo a Defesa Civil.
Moradores dos apartamentos do primeiro andar foram surpreendidos quando a água entrou nos imóveis. "Fiquei assustada com os moradores gritando. Fui na janela e vi a cratera se abrindo. Ninguém vai conseguir dormir aqui", disse a advogada Luna Diniz. A garagem do prédio foi alagada, e moradores fizeram mutirão para improvisar uma canaleta de escoamento.
O risco de o muro cair e a cratera aumentar ainda existe caso as chuvas continuem. Uma barreira de sacos de areia foi feita na rua, que é íngreme, para evitar novos deslizamentos. Uma árvore apresenta risco de queda, e a Cemig foi acionada para vistoriar um poste de iluminação que apresentou rachaduras.
Embora a Defesa Civil garanta que o prédio não teve a estrutura abalada, a maioria dos moradores tem medo de permanecer no local. Técnicos do órgão periciaram o prédio para emitir um laudo sobre a responsabilidade do problema. Uma empresa contratada pelos moradores irá realizar hoje o escoramento do muro de arrimo, mas a Copasa ainda não tem previsão para efetuar reparos na rua.
Moradores dos apartamentos do primeiro andar foram surpreendidos quando a água entrou nos imóveis. "Fiquei assustada com os moradores gritando. Fui na janela e vi a cratera se abrindo. Ninguém vai conseguir dormir aqui", disse a advogada Luna Diniz. A garagem do prédio foi alagada, e moradores fizeram mutirão para improvisar uma canaleta de escoamento.
O risco de o muro cair e a cratera aumentar ainda existe caso as chuvas continuem. Uma barreira de sacos de areia foi feita na rua, que é íngreme, para evitar novos deslizamentos. Uma árvore apresenta risco de queda, e a Cemig foi acionada para vistoriar um poste de iluminação que apresentou rachaduras.
Embora a Defesa Civil garanta que o prédio não teve a estrutura abalada, a maioria dos moradores tem medo de permanecer no local. Técnicos do órgão periciaram o prédio para emitir um laudo sobre a responsabilidade do problema. Uma empresa contratada pelos moradores irá realizar hoje o escoramento do muro de arrimo, mas a Copasa ainda não tem previsão para efetuar reparos na rua.
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