quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Belo Horizonte: nem João Leite, nem Kalil, fora golpistas!

Em Belo Horizonte, o candidato do PT, Reginaldo Lopes, não foi ao segundo turno das eleições municipais, que será disputado por dois candidatos golpistas de direita: João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS). Diante da situação, a direção estadual de Minas Gerais da tendência petista Articulação de Esquerda aprovou resolução sobre seu posicionamento no segundo turno, que Página 13 divulga a seguir.
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 Nem João Leite, nem Kalil, fora golpistas!
Resolução da Direção Estadual da Articulação de Esquerda de Minas Gerais sobre o 2º turno das eleições 2016 em BH
O resultado das eleições de 2016 deve ser encarado como mais um produto da ofensiva conservadora no país. Depois de consumarem o golpe que afastou a presidenta Dilma, a direita tenta a todo custo acabar com o PT, e com isso toda a esquerda, usando o aparato jurídico-midiático e a força do poder econômico.
Em BH, travamos o bom combate com a candidatura do companheiro Reginaldo Lopes e da companheira Jô Moraes. Apresentamos um projeto democrático-popular, a exemplo do que foram os dezesseis anos de governo petista na cidade, e denunciamos o golpe em curso no Brasil. Não tivemos êxito eleitoral, mas saímos do primeiro turno com a cabeça erguida pela coerência e a certeza de estarmos do lado certo da história.
No segundo turno, irão se enfrentar João Leite do PSDB e Alexandre Kalil do PHS. João Leite representa nitidamente o projeto neoliberal que governou Minas por 12 anos e esteve ao lado de Márcio Lacerda nos últimos 8 anos de desgoverno na prefeitura. Kalil, com seu discurso fascista de negação da política, sempre esteve ao lado do que há de mais retrógado na política do estado, se aliando aos tucanos e a Márcio Lacerda. Em comum, ambos são golpistas e estão do mesmo lado na luta de classes, que não é o nosso.
As esquerdas de Belo Horizonte, os movimentos populares, culturais e sindicais que resistem bravamente ao governo anti-popular de Márcio Lacerda e seguem resistindo ao golpe contra a democracia brasileira não têm outra alternativa daqui pra frente que não seja continuar fazendo oposição na Câmara Municipal – a começar pelos companheiros petistas Arnaldo Godoy e Pedro Patrus – e também na luta cotidiana.
A conjuntura que enfrentamos a duras penas hoje encontra parte da explicação na ofensiva conservadora, mas se quisermos alterar a correlação de forças daqui pra frente a nosso favor devemos começar por reconhecer nossos erros. A estratégia que nos levou por inúmeras vezes a preferir os maus acordos à boa luta está falida, prova disso é o próprio golpe em curso no Brasil ou mesmo o resultado da aliança que elegeu Márcio Lacerda em 2008. A história não vai perdoar os golpistas como também não perdoará os moderados da esquerda que insistirem na política de conciliação de classes.
As urnas do dia 30 de outubro não comportam nossos sonhos de reconstruir em BH um governo democrático e popular. Por isso, afirmamos em alto e bom som: nem João Leite nem Kalil, fora golpistas!

Belo Horizonte, 04 de setembro de 2016

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