Reproduzo abaixo coluna de Raquel Faria do jornal O Tempo de hoje onde faz considerações sobre as eleições de 2012 em Belo Horizonte.
Para aqueles que diziam que o jogo em BH já estava resolvido, se enganam, a colunista mostra que é exatamente o contrário. E vai de encontro ao que venho defendendo, que é a necessidade de diálogo com todos os partidos da base da presidenta Dilma, obedecendo para nós do PT o critério de exclusão das negociações dos partidos do chamado “trio maldito” PSDB, DEM e PPS.
Coluna da RAQUEL FARIA
Jornal O Tempo 28/09/2011
Nova dobrada
Embora recentes, as tratativas entre PMDB e PT mineiros já avançam para um acordo bipartidário nas eleições em BH. Hoje, boa parte da cúpula dos dois partidos já aposta na efetivação desse acordo. Inclusive com chapa única, como em 2010, repetindo a dobrada que já vigora no nível federal, com Dilma e Temer, ou o modelo tentado na disputa do governo de Minas, quando o PT indicou Patrus Ananias para vice de Hélio Costa, do PMDB.
Sinuca de bico
PT-PMDB ou PMDB-PT? A ordem da chapa em BH não é cogitada no momento. Nem poderia. Antes de pensar em nomes, PT e PMDB precisam aguardar uma decisão do PSB e do prefeito Marcio Lacerda, a quem caberá o próximo movimento. O acerto preliminar entre PMDB e PT colocou o PSB e Lacerda em sinuca de bico, obrigados a uma difícil escolha: ficar com os aliados da base federal à qual pertencem, ou com os parceiros do PSDB de Aécio Neves e do governo de Minas.
Decisão de risco
Ontem, todas as fontes ouvidas pela coluna disseram a mesma coisa: se Lacerda quiser ficar com a base federal, terá apoio tanto do PT como do PMDB para se reeleger em BH. Mas, teria que botar o PSDB para fora do seu palanque. E correr o risco de enfrentar um candidato tucano cacifado por Aécio Neves. Por outro lado, se quiser continuar com o PSDB, Lacerda deverá se preparar para disputar contra os aliados do governo Dilma.
Mais disputa
O cenário em BH nunca esteve tão nebuloso. Mas, uma avaliação já pode ser feita com segurança: houve uma inversão de tendências nos últimos dias. Agora, parece remota a hipótese de Lacerda ser reeleito facilmente, quase por homologação, sem nenhum concorrente de peso para lhe fazer frente. E cresceram enormemente as chances de disputa acirrada pela PBH.
Neutralidade
Dilma continua a manifestar sua intenção de ficar distante de palanques e polêmicas nas eleições. Segundo boa fonte, ela disse a Fernando Pimentel que não vai trombar com sua base política por causa de campanhas.
Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=16498
Para aqueles que diziam que o jogo em BH já estava resolvido, se enganam, a colunista mostra que é exatamente o contrário. E vai de encontro ao que venho defendendo, que é a necessidade de diálogo com todos os partidos da base da presidenta Dilma, obedecendo para nós do PT o critério de exclusão das negociações dos partidos do chamado “trio maldito” PSDB, DEM e PPS.
Coluna da RAQUEL FARIA
Jornal O Tempo 28/09/2011
Nova dobrada
Embora recentes, as tratativas entre PMDB e PT mineiros já avançam para um acordo bipartidário nas eleições em BH. Hoje, boa parte da cúpula dos dois partidos já aposta na efetivação desse acordo. Inclusive com chapa única, como em 2010, repetindo a dobrada que já vigora no nível federal, com Dilma e Temer, ou o modelo tentado na disputa do governo de Minas, quando o PT indicou Patrus Ananias para vice de Hélio Costa, do PMDB.
Sinuca de bico
PT-PMDB ou PMDB-PT? A ordem da chapa em BH não é cogitada no momento. Nem poderia. Antes de pensar em nomes, PT e PMDB precisam aguardar uma decisão do PSB e do prefeito Marcio Lacerda, a quem caberá o próximo movimento. O acerto preliminar entre PMDB e PT colocou o PSB e Lacerda em sinuca de bico, obrigados a uma difícil escolha: ficar com os aliados da base federal à qual pertencem, ou com os parceiros do PSDB de Aécio Neves e do governo de Minas.
Decisão de risco
Ontem, todas as fontes ouvidas pela coluna disseram a mesma coisa: se Lacerda quiser ficar com a base federal, terá apoio tanto do PT como do PMDB para se reeleger em BH. Mas, teria que botar o PSDB para fora do seu palanque. E correr o risco de enfrentar um candidato tucano cacifado por Aécio Neves. Por outro lado, se quiser continuar com o PSDB, Lacerda deverá se preparar para disputar contra os aliados do governo Dilma.
Mais disputa
O cenário em BH nunca esteve tão nebuloso. Mas, uma avaliação já pode ser feita com segurança: houve uma inversão de tendências nos últimos dias. Agora, parece remota a hipótese de Lacerda ser reeleito facilmente, quase por homologação, sem nenhum concorrente de peso para lhe fazer frente. E cresceram enormemente as chances de disputa acirrada pela PBH.
Neutralidade
Dilma continua a manifestar sua intenção de ficar distante de palanques e polêmicas nas eleições. Segundo boa fonte, ela disse a Fernando Pimentel que não vai trombar com sua base política por causa de campanhas.
Fonte: http://www.otempo.com.br/otempo/colunas/?IdColunaEdicao=16498
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