segunda-feira, 22 de agosto de 2011

3º há mais tempo no cargo, Mantega é economista do ano pela 1ª vez

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, recebe nesta segunda (22) prêmio de economista de 2011 da Ordem dos Economistas do Brasil. No cargo há cinco anos, é a primeira vez que ele leva a condecoração. Mantega tornou-se em abril o terceiro ministro da Fazenda há mais tempo no cargo e vai superar o líder em permanência, Pedro Malan, se for até o fim com Dilma Rousseff.


BRASÍLIA – No cargo desde 2006, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi escolhido pela primeira vez o economista do ano, pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB). Ele receberá o prêmio, versão 2011, nesta segunda-feira (22/08), numa festa em São Paulo.

Mantega é o terceiro ministro da Fazenda há mais tempo no cargo, na história republicana (cinco anos e cinco meses). Ao ser mantido pela presidenta Dilma Rousseff, passou, em abril, Mario Henrique Simonsen, que comandara a economia por exatos cinco anos, com o ditador Ernesto Geisel (1974-1979).

Caso acompanhe Dilma até o fim do mandato dela, Mantega se tornará o ministro mais longevo no período republicano, iniciado em 1889.

O posto pertence a Pedro Malan, que esteve na Fazenda nos oito anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em seguida vem Delfim Netto, ministro por sete anos com os ditadores Artur da Costa e Silva e Garrastazu Médici (1967 a 1974).

Malan nunca foi premiado pela Ordem dos Economistas como "o melhor do ano". Delfim ganhou a condecoração diversas vezes. A última foi em 2009.

O ministro da Fazenda que mais tempo ficou no cargo, considerando também o Brasil Império, foi Dom Fernando José de Portugal, por oito anos e nove meses do reinado de Dom João VI.

Mesmo que continue até dezembro de 2014, Mantega não bateria Dom Fernando por cerca de duas semanas.

De perfil desenvolvimentista, o ministro assumiu em março de 2006, no lugar de Antonio Palocci, que fazia uma gestão tida como ortodoxa e perderia o cargo por envolvimento na quebra do sigilo bancário de um caseiro.

Naquele momento, em que enfrentava a crise do suposto mensalão, o ex-presidente Lula decidira dar uma guinada no governo. Transferiu Mantega da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Fazenda. E levou para o governo o então presidente da Central Única dos Trabahadores (CUT) Luiz Marinho, que comandaria o Trabalho.

Antes de entrar no governo com Lula (foi o primeiro ministro do Planejamento dele), Mantega tinha sido assessor econômico do eterno presidenciável por vários anos. Nesta condição, foi o principal responsável por conceber uma proposta de modelo de desenvolvimento sustentado no mercado interno.

Hoje, Dilma e Mantega dizem que o mercado interno é a maior proteção do Brasil contra turbulências internacionais.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18294&boletim_id=988&componente_id=15901

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