quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pausa prá descanço

Como diz o meu amigo Beto Mafra em seu twitter (@betomafra: "Nove minutos de poesia: Todo autor de roteiros deveria ter um Saramago seu."
 
acessem para deleitar: http://youtu.be/YUJ7cDSuS1U
 
 
Marco Aurélio

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em um EES (Empreendimento Econômico Solidário)

Luizinho- FMEPS em 13 de Maio de 2011


Todos(as) são donos(as) dos equipamentos para produção de bens ou serviços. Não têm patrão,
se não tem patrão não recebem salário, 
se não recebem salário é porque não vendem a sua força de trabalho, portanto, não geram lucro, 
se não geram lucro não são explorados, 
se não são explorados exercem o trabalho emancipado, 
se são emancipados definem o tempo de trabalho para produção, 
se definem o tempo de trabalho são livres, 
se são livres querem que outros sejam, 
se querem que os outros sejam livres, são libertários, 
se são libertários defendem a liberdade, 
se defendem a liberdade buscam a paz, 
se querem a paz devem se juntar e demitir os patrões.

Fonte:
Luiz Carlos
Centro Público de Economia Popular Solidária - BH - MG

O jornalismo sexista

18 de agosto de 2011 às 15:00h

A cobertura jornalística do assassinato da juíza Patrícia Acioli, em Niterói (RJ), deixa claro que as mulheres ainda têm, no espaço público, a vida avaliada a partir de suas vidas privadas. Na maioria das matérias (boa parte delas mera reprodução sem críticas nem acréscimos de uma matéria matriz, feita por um jornalão e por um telejornalão), os jornalistas analisam detalhes íntimos das supostas violências que Patrícia sofrera de seu namorado e praticamente a chamam de “mulher de malandro”, para usar uma expressão vulgar. Isso porque, segundo as matérias, a juíza teria retirado a queixa contra o namorado para, logo em seguida, retomar o relacionamento com o mesmo.

O que sua morte teria a ver com os meandros do seu namoro, que é uma questão pessoal? Absolutamente nada até que venha a se provar que a juíza foi vítima de um crime passional e não de uma execução sumária e cruel por conta de sua atuação contra milícias e grupos de extermínio integrados por policiais civis e/ou militares corruptos, como apontam os indícios.

Evidentemente, o desenrolar da investigação policial pode vir a apontar alguma relação entre os dois motivos. Mas as notícias dominicais não cuidaram disso. Sem sequer justificar a exposição da intimidade de Patrícia num suposto motivo passional para o crime chocante, as notícias simplesmente expuseram eventos da vida afetiva da juíza como que para transformá-la de vítima em culpada pelo próprio fim trágico.
Tratamento semelhante foi dado a Eliza Samudio, a moça que teve um filho com o ex-goleiro Bruno e cujo desaparecimento é atribuído a um crime bárbaro que teria, como mentor intelectual, o próprio Bruno. E também à estudante Geisy Arruda, que foi hostilizada por colegas da faculdade que freqüentava quando foi à aula com um vestido considerado pelos marmanjos curto demais. Em ambos episódios, as mulheres forma convertidas em culpadas pela violência de que foram vítimas por discursos misóginos mal disfarçados.
Desvalorizar as mulheres a partir de sua conduta na esfera privada e/ou a partir dos usos que fazem de seus corpos para que não ocupem os espaços de poder continua sendo uma das características da exclusão em uma sociedade que não superou o patriarcalismo histórico. Esse patriarcalismo também vigora na cobertura jornalística e é, por ela e nela, reproduzido. Nas palavras da antropóloga Debora Diniz, “a violência não é constitutiva da natureza masculina, mas sim um dispositivo cultural de uma sociedade patriarcal que reduz os corpos das mulheres a objetos de prazer e consumo dos homens”.

Outro exemplo – este aparentemente banal – do patriarcalismo que vigora na cobertura jornalística é a recusa, por parte da maioria dos jornalistas e comentaristas, em usar o termo “presidenta” para se referir a Dilma Rousseff sob o argumento que, apesar de correta, a opção pela forma feminina é “desnecessária e incomum”, ignorando, assim, o sexismo e machismo materializados e reproduzidos na prática linguística.
Determinados temas da agenda doméstica de uma vítima podem e devem se tornar públicos, sobretudo quando a violência em questão não é de interesse de apenas uma mulher, mas corresponde a estruturas de poder que hierarquiza as identidades de gênero numa sociedade. É o caso da violência doméstica, que não pode mais ser tratada como “assunto de marido e mulher, no qual não se deve meter a colher”, para recorrer a outra expressão vulgar.

A cobertura jornalística precisa assumir sua parcela de culpa nesse machismo generalizado e complacente com as violências domésticas e públicas contra as mulheres. Uma coisa é tratar de forma pública problemas generalizados. Outra é expor a vida individual quando se parece estar diante de um fato que diz respeito à segurança pública e ao problema da violência urbana.

A dominação masculina vem se transformando ao longo dos tempos. A figura da mulher já não pertence mais inteiramente àquele lugar de subalternidade de 1949, quando a escritora feminista Simone de Beauvoir proferiu sua célebre frase “On ne naît pas femme, on le devient”. Porém, quando parte da imprensa se prontifica a devassar a vida íntima de uma juíza atuante e corajosa assassinada numa emboscada, vê-se que as mulheres se tornam mulheres num lugar ainda subalterno e que há muito que se avançar no enfrentamento do machismo e do sexismo.

Contratação de professores substitutos agrava paralisação

Flávia Ayer -
Publicação: 23/08/2011 06:00 Atualização: 23/08/2011 06:19

No Colégio Estadual Governador Milton Campos, o Estadual Central, no Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul de BH, a contratação de professores substitutos pela Secretaria de Estado de Educação (SEE) para o lugar de grevistas agravou a paralisação, em vez de diminuir os prejuízos para alunos do 3º do ensino médio, que este ano disputam vagas em universidades. Em repúdio à designação de cinco professores no turno da manhã, cerca de 100 docentes, do 2º e 3º anos do ensino médio, decidiram interrromper as aulas e aderir à greve.
Até então, a paralisação não havia abalado 720 estudantes que frequentam a escola na parte da manhã. “Só agora eles estão sentindo o peso da greve. Desde quinta-feira, quando os designados começariam a trabalhar, os professores decidiram parar as atividades. Quarta-feira eles farão uma reunião na escola para avaliar se retornam às salas de aula”, afirma a diretora do Estadual Central, Maria José Duarte.

Segundo ela, o turno da tarde, com alunos de 1º e 2º anos, está totalmente paralisado e não há definição alguma sobre o reinício das atividades, já que as medidas de substituição só estão previstas para o último ano do ensino médio. À noite, 11 professores foram designados para substituir grevistas e as aulas estão sendo retomadas, de acordo com Maria José.

O clima de recomeço também toma conta do Instituto de Educação de Minas Gerais, no Centro da capital, onde 80% dos cerca de 300 alunos do 3º ano voltaram à rotina de estudos desde a quinta-feira. Mas nem a presença dos substitutos tem tranquilizado os estudantes, que, em outubro, prestam o Exame Nacional no Ensino Médio (Enem). Diante do prejuízo de mais de dois meses sem aulas, muitos já consideram o ano perdido. “Acho que este ano já não dá mais para passar na faculdade. A sensação é de estarmos novamente no começo do ano”, lamenta a estudante Nathália Valadares, de 17, candidata a uma vaga de direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Martha e Nathália voltaram à sala, mas consideram o ano comprometido

A colega Martha Rodrigues, de 18, da mesma turma, considera errada a postura dos grevistas. “Acho egoísmo da parte deles, pois estamos no ano mais complicado. Mesmo com a volta às aulas, os professores têm orientado os alunos a não vir para a escola”, conta. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informa que tem conhecimento da situação no Estadual Central e afirma ser um caso pontual. De acordo com levantamento da pasta, a greve afeta, atualmente, 300 mil estudantes, com 56 escolas totalmente paralisadas e 690 parcialmente paradas.]

Outro dia de protestos

Os professores da rede estadual de educação vão às ruas nesta terça-feira para divulgar o movimento grevista e informar sobre as reivindicações da categoria. Haverá panfletagem na Ponte do Rio das Velhas, na BR-381, em Sabará, na Grande BH, e em frente ao Restaurante Popular do Barreiro, na região de mesmo nome. Também haverá manifestação, desta vez de pais e alunos, em frente à Escola Estadual Lívia Mara de Castro, em Betim. E, amanhã, uma nova chance de pôr fim à greve, em assembleia do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), na Assembleia Legislativa, no Bairro Santo Agostinho, na Região Centro-Sul de BH.

Fonte: Blog do Rogério Correia: www.rogeriocorreia.com.br
Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/08/23/interna_gerais,2...

Política de incentivo a hábitos saudáveis e a prevenção inclui desconto em plano de saúde

por Secom em 22/08/2011 20:45hs
 
  • Programas serão orientados por cada plano, observando as características do público e da região de residência do beneficiário/ Foto: FAS - Prefeitura Municipal de Curitiba
Resolução se soma à política de redução das mortes por doenças crônicas, que são agravadas por estilo de vida sedentário

Usuários de planos de saúde poderão ter desconto na mensalidade ao participarem de programas de envelhecimento ativo. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) publicou, nesta segunda-feira (22), a Resolução Normativa 265, que incentiva as operadoras a estimular a adesão dos beneficiários a programas de promoção da saúde e envelhecimento ativo, podendo oferecer desconto nas mensalidades ou prêmios aos clientes que aderirem. O objetivo da norma é inverter a lógica existente hoje no setor de Saúde, pautado pelo tratamento da doença e não pelo cuidado.
A medida vai ao encontro da política do Ministério da Saúde para reduzir em 2% ao ano a taxa de mortalidade prematura por enfermidades como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). O plano prevê o incentivo à atividade física e melhor alimentação como forma de prevenir as doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT).
A taxa de mortalidade prematura por causa desses males é de 255 a cada grupo de 100 mil habitantes com menos de 70 anos. Com a proposta (-2%), espera-se chegar a taxa de 196 por 100 mil habitantes em 2022. O plano, que reúne ações para os próximos dez anos, é a resposta brasileira a uma preocupação mundial: estima-se que 63% das mortes no mundo, em 2008, tenham ocorrido por DCNT; um terço delas em pessoas com menos de 60 anos de idade.
Planos de saúde – O programa é extensivo aos planos de saúde individuais ou familiares e coletivos empresariais ou por adesão. A formatação dos programas será orientada por cada plano, observando as características do público e da região de residência do beneficiário.
Na proposta da ANS, o beneficiário que aderir a algum programa deste tipo poderá ter o desconto, sem discriminação por idade ou doença preexistente. E não será permitido vinculá-lo a resultados alcançados. O desconto ou a premiação estará vinculado apenas à participação.
Programas voltados para o envelhecimento ativo envolvem ações para prevenção e acesso a cuidados primários de saúde que visam detectar e gerenciar precocemente doenças crônicas.
O conceito é adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e utilizado em vários países.
A resolução ficou em consulta pública por trinta dias e recebeu mais de 14 mil contribuições, sendo 70% do total encaminhadas por usuários de planos de saúde.
Impacto no PIB – As doenças crônicas têm impacto anual de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e de 2% no PIB da América Latina, segundo estimativa da Organização Panamericana de Saúde (Opas). Isso porque as doenças levam à redução da produtividade no trabalho.